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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Aula de Português - Novas regras de acentuação nas oxítonas paroxítonas e proparoxítonas

Aula de PORTUGUÊS - Novo acordo ortográfico: novas regras de acentuação para oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas

Da acentuação gráfica das palavras oxítonas

1º-) Acentuam-se com acento agudo:

As palavras oxítonas que terminam nas vogais tónicas/tônicas abertas grafas -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s), dominó(s), paletó(s), só(s).

Obs.: Em algumas (pouquíssimas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.

O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e rô. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), á-la(s) (de ar-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-ás (de far-lo(s)-ás), habitá-la(s) iam (de habitar-la(s)- iam), trá-la(s)-á (de trar-la(s)-á);

c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns, também;

d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.

2º-) Acentuam-se com acento circunflexo:

a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou não de -s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s);

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) (de deter-lo(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).

3º-) Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.

Da acentuação gráfica das palavras paroxítonas

1º-) As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, moçambicano.

2º-) Recebem, no entanto, acento agudo:

a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, menos em raras exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis) dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis) réptil (pl. répteis: var. reptil, pl. reptis); cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lumens); açúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. carateres ou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ajax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices), índex (pl. índex; var. índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).

Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fémur e fêmur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.

b) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão (pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amáveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), iris (sg. e pl.), júri (pl. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (pl. álbuns), fórum (pl. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).

Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/ tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.

3º) Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.

4º-) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

5º-) Recebem acento circunflexo:

a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as respectivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var. cânone, (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger; bômbax (sg. e pl.), bômbix, var. bômbice, (pl. bômbices).

b) As palavras paroxítonas que possuem, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: benção(s), côvão(s), Estêvão, zángão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.

c) As formas verbais têm e vêm, 3 a-s pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respectivamente / t ã j ã j /, / v ã j ã j / ou / t j /, / v j / ou ainda / t j j /, / v j j /; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3a -s pessoas do singular do presente do indicativo ou 2 a-s pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detém), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. inter- vém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).

Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem etc.

6º-) Assinalam-se com acento circunflexo:

a) Obrigatoriamente, pôde (3ª- pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).

b) Facultativamente, dêmos (1ª- pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo: 3ª- pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª- pessoa do singular do imperativo do verbo formar).

7º-) Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

8º-) Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, flexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar etc.

9º-) Prescinde-se, do acento agudo e do circunflexo para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se diferenciar pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.

10º-) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc.

Da acentuação das palavras proparoxítonas

1º-) Levam acento agudo:

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último;

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo.

2º-) Levam acento circunflexo:

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego, lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba tónica/tônica, e terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes: amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio.

3º-) Recebem acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/ anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, Antó- nio/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/ gênio, ténue/tênue.



Fonte(s) de consulta: Escrevendo pela nova ortografia

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Literatura - Biografia e resumo sobre Mário de Andrade

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Mário de Andrade

Mário de Andrade

Mário Raul de Morais Andrade (1893-1945) foi um dos organizadores do Modernismo e da Semana de Arte Moderna de 1922. Começou escrevendo críticas de arte e poesia (ainda parnasiana) com o pseudônimo de Mário Sobral. Rompeu com o Parnasianismo e o passado com Paulicéia Desvairada e a Semana, da qual participou ativamente. Mário de Andrade era um escritor completo: além de poesia, também escreveu romances (Amar, Verbo Intransitivo e Macunaíma), contos (Primeiro Andar, Belazarte e Contos Novos) e ensaios (A escrava que não é Isaura, Música do Brasil, O movimento modernista e O empalhador de passarinhos). Lutou sempre por uma literatura brasileira e com temas brasileiros. Por ironia do destino, Mário era anti-romântico e este também era o objetivo do romântico José de Alencar. Mário de Andrade era um homem tímido e, segundo Rachel de Queiroz, um homossexual reprimido. Num PS, esta figura é de Mário mais velho, mas ele nunca teve muito cabelo.

"O rosto se apoiou nos cabelos dele. Os lábios quase que, é natural, sim: tocaram na orelha dele. Tocaram por acaso, quase de posição. Os seios pousaram sobre um ombro largo, musculoso, agora impassível escutando. Chuvarada de ouro sobre a abandonada barca de Dânae… Carlos… eta arroubo interior, medo? vergonha? aterrorizado! indizível doçura… Carlos que nem pedra." Amar, Verbo Intransitivo

"… de amor!… Ela abriu os olhos da vida pra aquele. Ininteligente. Sarambé. Batido, sem mesmo vivacidade interior. Decididamente Luís lhe desagradava, e Fräulein não sentiu nenhuma vontade de continuar. Porém como se ele apenas esperasse um gesto dela para recomeçar o aprendizado, Fräulein molemente buscou entre as mãos dele a fita de serpentina. O gesto preparado aproximou os corpos. Ondulação macia de auto é pretexto que amante não deve perder. Descansando mais pesadamente o ombro no peito dele, Fräuilein se deixou amparar. Ensinava assim o mais doce, mais suaves dos gestos dos proteção." Amar, Verbo Intransitivo

"Ai! que preguiça!…" Macunaíma

"Pouca saúde e muita saúva os males do Brasil são." Macunaíma


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Literatura - Biografia e resumo sobre Guimarães Rosa

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Guimarães Rosa

Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa (1908-1967) foi um dos maiores prosistas do século XX. De um estilo único e particular de linguagem e narrativa, Guimarães Rosa sempre usou a realidade como fonte de inspiração sem descrevê-la documentalmente. Mineiro, o médico e diplomata Guimarães Rosa ganhou prêmios como poeta e contista já no início da carreira, na década de 30. Como servia na Alemanha em 1942, foi preso durante a guerra diplomática. A partir do fim do Estado Novo Guimarães Rosa vai ganhando força e qualidade como escritor. Em 1956 publica sua obra-prima, Grande Sertão: Veredas. Dois anos depois tornou-se ministro e em 1963 foi eleito para a ABL. Foi adiando sua posse durante quatro anos e acabou por falecer três dias após empossado. Guimarães Rosa começou a partir do Regionalismo mineiro, mas sua obra partiu para o universal, experimental e fantástico (nos dois sentidos), com grande profundidade psicológica. Guimarães Rosa pode ser considerado um dos melhores, se não melhor prosista da chamada geração de 45, tendo sido ótimo não apenas em seus romances, como também em seus contos.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Oswald de Andrade

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de
Oswald de Andrade

Oswald de Andrade

José Oswald de Andrade (1890-1853) foi poeta, romancista, ensaísta e teatrólogo. Figura de muito destaque no Modernismo Brasileiro, ele trouxe de sua viagem a Europa o Futurismo. Formado em Direito, Oswald era um playboy extravagante: usa luvas xadrez e tinha um Cadillac verde apenas porque este tinha cinzeiro, para citar apenas algumas de suas muitas extravagâncias. Amigo de Mário de Andrade, era seu oposto: milionário, extrovertido, mulherengo (casou-se 5 vezes, as mais célebres sendo as duas primeiras esposas: Tarsila do Amaral e Patrícia "Pagu" Galvão). Foi um dos principais artistas da Semana de Arte Moderna e lançou o Movimento Pau-Brasil e a Antropofagia, corrente que pretendia devorar a cultura européia e brasileira da época e criar uma verdadeira cultura brasileira. Fazendeiro de café, perdeu tudo e foi à falência em 1929 com o crash da Bolsa de Valores. Militante esquerdista, passou a divulgar o Comunismo junto com Pagu em 1931, mas desligou-se do Partido em 1945. Sua obra é lembrada pela irreverência, pelo coloquialismo, pelo nacionalismo e pela crítica. Morreu sofrendo dificuldades de saúde e financeiras, mas sem perder o contato com os artistas da época. entre seus romance encontram-se Memórias Sentimentais de João Miramar, Os Condenados e Serafim Ponte Grande.

"Napoleão era um grande guerreiro que Maria da Glória conheceu e Pernambuco disse que o dia mais feliz da vida dele foi o dia em que fiz minha primeira comunhão." Memórias Sentimentais de João Miramar

"Eu pudera quem sabe prever o armistício com músicas jazzbandando pelas ruas aliadas e o esmigalhamento alemão por Foch e Poincaré, mas nunca auscultara minha precoce viuvez e a chegada de Antuérpia num cargoboat, do meu cunhado José Elesbão da Cunha com barbas. " Memórias Sentimentais de João Miramar


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Literatura - Biografia e resumo sobre Murilo Mendes

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de
Murilo Mendes

Murilo Mendes

Murilo Monteiro Mendes (1901-1975) foi um dos mais importantes poetas da Segunda fase do Modernismo. Fez sua obra em diversos períodos com diversas características, chegando até mesmo a produzir poesias alinhadas aos processos de vanguarda dos anos 70. Murilo Mendes nasceu e estudou em juiz de Fora (MG) até a faculdade de Farmácia. Mudou-se então para Niterói. No Rio e em Niterói iniciou sua carreira, contribuindo para revistas enquanto funcionário público. Suas primeiras obras são tipicamente modernistas no começo, mas quando converteu-se ao catolicismo sua obra mudou. Nessa fase já tinha influências cubistas. Por toda a vida seu estilo mudou muito, passando da irreverência inicial ao rigor e a suas características vanguardistas.



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Literatura - Biografia e resumo sobre José Lins do Rego

éAula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de José Lins do Rego

José Lins do Rego

José Lins do rego (1901-1957) foi um dos mais importantes escritores regionalistas do Brasil. Seus romances, com altos tons autobiográficos, tratam muitas vezes do ciclo da cana-de-açúcar e dos explorados por essa. José Lins do Rego era paraibano e nasceu ele mesmo num engenho. Estudou Direito no Recife e formou-se em 1923. Dois anos depois tornou-se promotor em MG e no ano seguinte mudou-se para Maceió, onde começou a escrever seus primeiros livros. Em 35 mudou-se para o RJ, onde começou a escrever para jornais e revistas. Não trabalhou em outra cidade desta data até sua morte. As obras de José Lins do Rego são altamente pessoais e ele é considerado o iniciador do novo realismo ou neo-realismo (escola literária moderna que se propõe a retratar o real mais objetivamente). Sua linguagem é mais descontraída e seus livros são populares não só com o público mas com a crítica. Sua primeira obra foi Menino do Engenho (sua obra-prima). Além de vários ensaios subseqüentes, escreveu também ensaios, livros de viagens, um livro infantil e também de memórias.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Vinícius de Moraes

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Vinícius de Moraes

Vinícius de Moraes

Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes (1913-1980), cronista, diplomata, teatrólogo e roteirista carioca, se destacou na poesia e na música. Apesar de um começo de preocupações mais místicas, mas depois foi expressando sua inquietação com mistério e um fino humor, valorizando a naturalidade do amor humano e a beleza das relações amorosas. Alguns de seus versos também tinham certo cunho político, o que geralmente lhe deixava em maus lençóis frente a seus colegas de diplomacia. Apesar de grande poeta, é na música que Vinícius de Moraes realmente se destaca e é imortalizado. Pertence à 2ª fase do Modernismo.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Cassiano Ricardo

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Cassiano Ricardo

Cassiano Ricardo

O paulista Cassiano Ricardo Leite (1895-1974) foi um dos líderes do Movimento Verde e Amarelo do começo do Modernismo brasileiro. Ensaísta, jornalista e crítico, sobressaiu-se como poeta. Apesar do início parnasiano, chegou a ter influência concretista. Foi membro da Academia Brasileira de Letras.



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Literatura - Biografia e resumo sobre Ronald de Carvalho

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Ronald de Carvalho

Ronald de Carvalho

Ronald de Carvalho (1883-1935) foi um dos participantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Ensaísta e crítico, sobressaiu-se como poeta e declamador. Quando durante a Semana declamou a famosa poesia Os Sapos, de Manuel Bandeira, recebeu uma das maiores vaias de toda a apresentação. Em sua poesia abusava do verso livre, em contraposição a formalidade dos parnasianos.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Antônio de Alcantra Machado

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de
Antônio de Alcântra Machado

Antônio de Alcântra Machado

Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (1901-1935) foi um importante escritor modernista da 1ª fase, apesar de não ter participado da Semana de Arte Moderna de 1922. Apesar de não ser tão radical como os outros modernistas contemporâneos seus, usava uma linguagem em seus contos que chegava muito próximo ao falado. Seus personagens de Brás, Bexiga e Barra Funda falavam uma mistura muito peculiar de italiano e português. Machado nunca chegou a completar seu romance Mana Maria, que foi publicado 1 ano depois de sua prematura morte. Pouco antes do fim da vida rompeu relações com Oswald de Andrade por motivos ideológicos, tempo simultâneo em que sua amizade com Mário de Andrade se estreitava.

"O primeiro serviço profissional de Bruno foi requerer ao exmo. snr. dr. Ministro da Justiça e Negócios Interiores do Brasil a naturalização de Tranquillo Zampinetti, cidadão italiano residente em São Paulo." Brás, Bexiga e Barra Funda



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Literatura - Biografia e resumo sobre Clarice Lispector

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de

Clarice Lispector

Clarice Lispector

Clarice Lispector (1925-1977), contista, cronista e romancista de destaque na literatura brasileira, não é brasileira nata: nasceu na atual Ucrânia e veio para o Brasil ainda criança. Com 12 anos transfere-se do Recife onde morava até então para o Rio de Janeiro para cursar o secundário. Mas já escrevia antes disso: aos sete anos mandava contos ao semanário infantil. Sempre recusados. Ainda estudante escreve seu 1° romance (Perto do Coração Selvagem). Lispector tem um prosa introspectiva e intimista, que explora os caráter do ser humano e os conflitos interiores, com um estilo dramático e por vezes inteligentemente irônico. Além de vários romances como A hora da Estrela e A Paixão segundo G.H., Clarice redigiu também contos.

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos - sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar. A dor de dentes que perpassa esta história deu uma fisgada funda em plena boca nossa. Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente - é a minha própria dor, eu carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi palavra mias doida, inventada pelas nordestinas que andam aí aos montes." A Hora da Estrela

"Acho com alegria que ainda não chegou a hora de estrela de cinema de Macabéa morrer. Pelo menos ainda não consigo adivinhar se lhe acontece o homem louro e estrangeiro. Rezem por ela e que todos interrompam o que estão fazendo para soprar-lhe vida, pois Macabéa está por enquanto solta ao acaso como a porta balançando ao vento no infinito, Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago." A Hora da Estrela


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Literatura - Biografia e resumo sobre Raul Bopp

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Raul Bopp

Raul Bopp

Raul Bopp (1898-1984), gaúcho de Tupaceretã, foi poeta, ensaísta, diplomata e jornalista. Participou da Semana de Arte Moderna e foi muito influenciado por todos os Andrade. Sua obra apresenta nacionalismo e construções gramaticais mais audaciosas, com linguagem tipicamente popular.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Cecilia Meireles

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Cecília Meireles

Cecília Meireles

Cecília Meireles (1901-1964) nasceu e morreu no RJ. Criada pela avó (os pais morreram quando ela era apenas um bebê), sempre foi uma aluna brilhante. Cecília iniciou parnasiana, fez duas obras mais simbolistas e depois ligou-se ao Modernismo, mas nunca realmente pertenceu totalmente a uma escola. Escreveu uma obra extremamente intimista e foi reconhecida largamente: foi a primeira mulher a ganhar um prêmio da ABL, ensinou na UERJ e na universidade do Texas. Além de poetisa, Cecília também foi teatróloga e tradutora.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Jorge de Lima

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Jorge de Lima

Jorge de Lima

Jorge Mateus de Lima (1895-1953) foi, além de médico, político, pedagogo, professor, ensaísta, crítico, romancista, pintor e escultor um grande poeta modernista. Nascido no interior do estado de Alagoas, Jorge de Lima foi um poeta precoce. Sua primeira poesia publicada foi aos 13 anos; a fama chegou 3 anos mais tarde. Cursou Medicina em Salvador e no Rio de Janeiro, mas exerceu-a em Maceió, onde foi eleito deputado estadual. Introduziu métodos de sanitarização em Alagoas como diretor da saúde pública e em 1930 mudou-se para o Rio de Janeiro por causa da situação política, onde foi vereador e professor e acabou por morrer. Jorge de Lima aderiu ao Modernismo apenas em 1925, mas pertence à chamada geração de 30. Publicou vários livros de poesia e prosa; inclusive um de fotomontagens.



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Literatura - Biografia e resumo sobre João Cabral de Melo Neto

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto

Diplomata, este pernambucano nascido em 1920 recusa o sentimentalismo e é por alguns considerado um "poeta-engenheiro", pois construiu suas poesias de grande apelo visual. Em 1945 entrou para o Itamarati (Ministério das Relações Exteriores do Brasil) e viajou o mundo como diplomata. Em 1968 entrou na Academia Brasileira de Letras. Apesar de ter começado surrealista em seu primeiro livro, o segundo apresentava influência construtivista. Mais tarde publicou Morte e Vida Severina, que assim como outros poemas, mostra a realidade do NE brasileiro. João Cabral de Melo Neto foi considerado o maior poeta da autodenominada "Geração de 45", apesar de ter participado pouco tempo dela.

"E somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina" Morte e Vida Severina

" Lá ficaria toda a vida
com a geometria e a aritmética.
Sua vida poderia ser
muito mais útil do que era.
O imperador dos brasileiros
os escritores muito preza.
Tardou o indulto mas chegou.
É mais seguro vir por terra.

(Aqui, descarga de espingardas.)" Auto do Frade


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Literatura - Biografia e resumo sobre Manuel Bandeira

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Manuel Bandeira

Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886-1968) é uma das figuras mais importantes da poesia brasileira e um dos iniciadores do Modernismo. Apesar de ser um poeta fabuloso, também foi ensaísta, cronista e tradutor. O próprio autor define sua poesia como a do "gosto humilde da tristeza". Grandes músicos de seu tempo como Heitor Villa-Lobos musicaram poemas seus. No final da história, Bandeira transcendeu o Modernismo. Já novo gostava da leitura, mas teve que abandonar a faculdade por ter contraído tuberculose. Passou doente toda vida, apesar das várias estadas em clínicas brasileiras e até na Suíça. Se ligou aos modernistas em 1921 e participou da Semana. Em 1940 tornou-se membro da ABL. Apesar de um começo parnasiano, Bandeira já produzia inovações em 1919. No livro deste ano estava contido poema Os Sapos, uma irreverente crítica aos parnasianos que foi usada como lema dos modernistas da primeira fase após ser lida por Ronald de Carvalho. As várias poesias subseqüentes tem metrificação nula e seus livros são ortodoxamente modernistas. Sua poesia mais famosa é, sem nenhuma dúvida, ''Vou me embora para Pasárgada''.


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Literatura - Biografia e resumo sobre Rachel de Queiroz

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz nasceu em 1910 e foi a primeira mulher eleita para a ABL (em 1977). Poetisa, cronista e teatróloga, sobressaiu-se como romancista e regionalista. Rachel de Queiroz tem em sua ficção a preocupação de mostrar tanto os problemas sócio-políticos do NE do Brasil como também fazer análises psicológicas. Sucesso de crítica e público, entre suas obras mais famosas encontram-se ''O Quinze'', ''Caminhos de Pedra'', ''Três Marias'' e ''Memorial de Maria Moura.''


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Literatura - Resumo sobre Dyonélio Machado

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Dyonélio Machado

Dyonélio Machado

Dyonélio Machado (1895-1986) nasceu em Quaraí, Rio Grande do Sul, e se formou em Medicina em 1929 em Porto Alegre, sendo psiquiatra. Exerceu também o papel de jornalista, chegando a dirigir o jornal Correio do Povo, e deputado pelo PCB, mas foi destituído do cargo com a implantação do Estado Novo. Machado adquiriu notoriedade ao vencer junto com, entre outros, seu amigo Érico Veríssimo, o concurso da ABL em 1935. Machado era, aliás, amigo de muitos dos modernistas e se correspondia com eles, estando alinhado com a Geração de 1930. Dyonélio foi o iniciador da prosa urbana gaúcha com o livro Um Pobre Homem. Sua obra de mais repercussão foi Os Ratos, mas também é importante O Louco do Cati entre sua obra.

"Os bem vizinhos de Naziazeno Barbosa assistem ao 'pega' com leiteiro, Por detrás das cercas. Mudos, com a mulher e um que outro filho espantado já de pé àquela hora, ouvem. Todos aqueles quintais conhecidos têm o mesmo silêncio. Noutras ocasiões, quando era apenas a 'briga' com a mulher, esta, como um último desaforo de vítima, dizia-lhe: 'Olha que os vizinhos estão ouvindo'. Depois, à hora da saída, eram aquelas caras curiosaas às janelas, com os olhos fitos nele enquanto ele cumprimentava." Os Ratos

"Ele vê os ratos em cima da mesa, tirando de cada lado do dinheiro - da presa! - roendo-o, arrastando-o para longe dali, para a toca, às migalhas!..." Os Ratos

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Literatura - Resumo sobre Graciliano Ramos

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Graciliano Ramos

Graciliano Ramos

Graciliano Ramos (1892-1953) é considerado um dos mestres do Regionalismo. Suas obras passam-se no NE do Brasil e falam diretamente do povo nordestino, da seca, da realidade enfim, com uma linguagem direta e típica da região. Apesar de também Ter sido contista e cronista, é como romancista que se destaca. Graciliano Ramos nasceu no interior do estado do Alagoas, mas sua família se mudou várias vezes, peregrinando pelo interior do Nordeste. Mais tarde mudou-se para o RJ e depois de volta a Palmeira dos Índios (AL), cidade onde realizou seus estudos. Lá casou, estabeleceu-se no comércio e chegou a ser prefeito da cidade. Foi nessa época que foi descoberto como o romancista que foi: escrevera também o relatório que um editor desconfiara tratar-se de um romancista de gaveta. Estava certo: Graciliano Ramos estava escrevendo havia anos seu primeiro romance, Caetés, com o qual estrearia em sua carreira literária aos 41 anos (relativamente tarde). Na mesma época de publicação do livro ele completou São Bernardo, primeira obra da trilogia que é sua obra-prima e inclui Angústia e Vidas Secas. Em 1936 foi acusado de comunista e mandado para a prisão, onde foi humilhado e destratado (o fruto disso seria o livro de memórias chamado Memórias do Cárcere). Em 1945 ele realmente se filiou ao PC e chegou a visitar países além da Cortina de Ferro. Várias das obras de Graciliano Ramos já foram para os cinemas através de consagrados diretores brasileiros.

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Literatura - Resumo sobre Jorge Amado

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Jorge Amado

Jorge Amado

Jorge Amado nasceu em uma fazenda de cacau em Itabuna, Bahia, em 1912. Cursou o primário em Ilhéus (com uma professora particular que se tornou personagem de Gabriela Cravo e Canela) e fez o secundário em um internato. Nessa época começou a ler autores ingleses e portugueses. Fugiu para a casa do avô no Sergipe e em 1927 matriculou-se num externato, onde ligou-se a Academia dos Rebeldes, grupo de jovens escritores contrários ao Modernismo. Apesar disso, Jorge Amado é considerado modernista da segunda geração. Trabalhou em jornais e editoras, tendo fugido do Brasil por perseguições políticas em 1935 e, após eleito deputado federal em 1945, teve seu mandato cassado em 1948 quando o PCB foi posto na ilegalidade. Deixou o país e viajou pelo mundo, recebendo um prêmio na união Soviética em 1951. Em 1961 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Sua obra, que já foi adaptada para várias mídias e traduzida para vários idiomas, é regionalista (trata sempre do NE, especialmente a Bahia) e é dividida em três fases: uma com maiores preocupações sociais, no começo da carreira, outra sobre o ciclo do cacau e outra ainda com maior lirismo. Na 1ª parte incluem-se Capitães de Areia e Mar Morto; na segunda Cacaus, Terras do Sem-Fim e São Jorge de Ilhéus; na 3ª, iniciada com Gabriela Cravo e Canela (que apesar de se passar na zona do cacau não é sobre o ciclo do cacau em si), incluem-se Dona Flor e seus Dois Maridos, Teresa Batista Cansada de Guerra e Tieta do Agreste.

"Naquele ano de 1925, quando floresceu o idílio da mulata Gabriela e do árabe Nacib, a estação das chuvas tanto se prolongara além do normal e necessário que os fazendeiros, como um bando assustado de medrosos, cruzavam-se nas ruas a perguntar uns aos outros, o medo nos olhos e na voz" Gabriela Cravo e Canela

"E aqui termina a história de Nacib e Gabriela quando renasce a chama do amor de uma brasa dormida nas cinzas do peito." Gabriela Cravo e Canela

" Lá estava Vadinho, no chão de paralelepípedos, a boca sorrindo, todo branco e loiro, todo cheio de paz e de inocência. Dona Flor ficou um instante parada, a contemplá-lo como se demorasse a reconhecer o marido ou talvez, mais provavelmente, a aceitar o fato, agora indiscutível, de sua morte. Mas foi só um instante. Com um berro arrancado do fundo das entranhas, atirou-se sobre Vadinho, agarrou-se ao corpo imóvel, a beijar-lhe os cabelos, o rosto pintado de carmim, os olhos abertos, o atrevido bigode, a boca morta, para sempre morta." Dona Flor e seus Dois Maridos

"Eu sou o marido da pobre dona Flor, aquele que vai acordar a tua ânsia e morder o teu desejo, escondido no fundo do teu ser, de teu recato. Ele é o marido da senhora dona Flor, cuida da tua virtude, de tua honra, de teu respeito humano. Ele é tua face matinal, eu sou a tua noite, o amante para o qual não tens nem jeito nem coragem. Somos teus dois maridos, tuas duas faces, teu sim, teu não. Para ser feliz, precisa de nós dois. Quando era eu só, tinhas meu amor e te faltava tudo, como sofrias! Quando foi só ele, tinhas de um tudo, nada te faltavas, sofria ainda mais. Agora, sim, é dona Flor inteira como deves ser." Dona Flor e seus Dois Maridos


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Literatura - Resumo sobre Erico Veríssimo

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Erico Veríssimo

Erico Veríssimo

Filho de Sebastião Verissimo da Fonseca e Abegahy Lopes Verissimo, família abastada que ficou arruinada, não chegou a completar os estudos secundários por causa da necessidade de trabalhar.
Estabeleceu-se com uma farmácia em Cruz Alta mas não foi bem sucedido. Mudou-se então para Porto Alegre em 1930 disposto a viver de seus escritos e na capital gaúcha passou a conviver com escritores já renomados, como Mário Quintana, Augusto Meyer, Guilhermino César e outros. No ano seguinte foi contratado para ocupar o cargo de secretário de redação da Revista do Globo, da qual se tornaria editor a partir de 1933. Assumiu, também, todo o projeto editorial da Editora Globo, e a projetou nacionalmente.
Publicou a sua primeira obra, Fantoches, em 1932, uma seqüência de contos, em sua maioria na forma de pequenas peças de teatro. No ano seguinte obteve o seu primeiro sucesso, com o romance "Clarissa".
Casou-se em 1931 com Mafalda Volpe e teve dois filhos, Luis Fernando Verissimo, também escritor, e Clarissa.
Em 1936, mesmo ano do nascimento de Luis Fernando, Érico Verissimo publicou Olhai os Lírios do Campo, sua primeira obra de repercussão nacional e internacional. Muitas décadas mais tarde, em 2006, essa obra influenciou fortemente a novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos. A novela tirou do livro algumas personagens.
Em 1943 mudou-se com a família para os Estados Unidos, onde ministrou aulas de Literatura Brasileira na Universidade de Berkeley, até 1945. Entre 1953 e 1956 foi diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Organização dos Estados Americanos, em Washington. Dessas viagens e da permanência nos Estados Unidos resultaram dois livros: Gato preto em campo de neve (1941), e A volta do gato preto (1947).
É considerada como a sua obra-prima a trilogia histórica O Tempo e o Vento (1949-1961), da qual saíram alguns personagens primordiais e bastante populares entre seus leitores, como Ana Terra e o Capitão Rodrigo.
Em 1965 publicou o romance O Senhor Embaixador no qual refletia sobre os descaminhos da América Latina.
No romance Incidente em Antares (1971), traça um apanhado da história Brasileira desde os primeiros tempos e envereda pelo fantástico, com uma rebelião de cadáveres durante uma greve de coveiros na fictícia cidade de Antares.
O enfarte que o vitimou em 1975 impediu-o de completar o segundo volume de sua autobiografia, Solo de Clarineta, programada para ser uma trilogia, e também um romance que se chamaria A hora do sétimo anjo.



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Literatura - Resumo sobre Carlos Drummond de Andrade

Aula de Literatura: Modernismo - Resumo biográfico e principais obras de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, e de lá foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.
Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Depois passou a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.
O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.
Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, mostra a plena maturidade do poeta, mantida sempre.
Diversas obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado muitos livros em prosa.
Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).
Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.


Fonte(s) de consulta: Wikipedia

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Literatura - Os principais autores do modernismo

Aula de literatura - O modernismo e seus principais autores

O Modernismo no Brasil teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922. Mas nem todos os participantes da Semana eram modernistas: o pré-modernista Graça Aranha foi um dos oradores. Apesar de não ter sido dominante no início, como atestam as vaias da platéia da época, com o tempo suplantou os estilos anteriores. Era marcado por uma liberdade de estilo e aproximação da linguagem com a linguagem falada; os de primeira fase eram especialmente radicais com relação a isto.

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Veja abaixo uma lista com os autores do Modernismo, e saiba mais sobre cada um deles:


Carlos Drummond de Andrade

Erico Veríssimo

Jorge Amado

Graciliano Ramos

Dyonélio Machado

Raul Bopp

Clarice Lispector

Antônio de Alcantra Machado

Ronald de Carvalho

Cassiano Ricardo

Vinícius de Moraes

Cecilia Meireles

Jorge de Lima

João Cabral de Melo Neto

Manuel Bandeira

Rachel de Queiroz

José Lins do Rego

Murilo Mendes

Guimarães Rosa

Oswald de Andrade

Mário de Andrade

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Português - Pronomes

Coletâneas: Língua Portuguesa - Pronomes

Veja a seguir os diversos tipos de Pronomes. Clique em cada um deles para saber mais sobre.

PRONOMES:

Pronomes Pessoais
Pronomes de Tratamento
Pronomes Possessivos
Pronomes Demostrativos
Pronomes Relativos
Pronomes Indefinidos
Pronomes Interrogativos

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Português - Pronomes Interrogativos

Aula de Português - Explicação sobre Pronomes Interrogativos


Pronomes Interrogativos


São uma forma de pronome indefinido com que se introduzem frases interrogativas (diretas ou indiretas).

Variáveis Invariáveis
Qual, quanto Quem que

Quantos irão ao cinema? (direta)
Gostaria de saber quantos irão ao cinema. (indireta)




Fonte(s) de consulta: BrasilEscola

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Aula de Português - Pronomes Indefinidos

Aula de Língua Portuguesa - Explicação sobre Pronomes indefinidos

Os pronomes indefinidos se referem à 3ª pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa e genérica.

Alguém deixou a bica aberta.

Pronomes Indefinidos
Variáveis Invariáveis

(referem-se a coisas)
Algum, alguma, alguns, algumas algo
Nenhum, nenhuma Tudo
Nenhuns, nenhumas
Todo, toda, todos, todas Nada
Outro, outra, outros, outras
Muito, muita, muitos, muitas

(referem-se a pessoas)
Pouco, pouca, poucos, poucas Quem
Certo, certa, certos, certas Alguém
Vário, vária, vários, várias Ninguém
Quanto, quanta, quantos, quantas outrem
Tanto, tanta, tantos, tantas
Qualquer, quaisquer

(referem-se a coisas e pessoas)
Qual, quais Cada
Um, uma, uns, umas que

Os pronomes indefinidos também podem aparecer sob a forma de locução pronominal:

Cada qual, quem quer que, qualquer um, todo aquele que, tudo o mais


Emprego dos pronomes indefinidos

- o indefinido ''algum'', antes do substantivo tem sentido afirmativo; posposto, assume sentido negativo.

Algum caso teve inicio. (afirmativo)
Motivo algum me fará desistir disso. (negativo)

- o indefinido cada não deve ser utilizado sem a companhia de substantivo ou numeral.

Ganharam mil reais cada um.

- o indefinido certo, antes de substantivo é pronome indefinido, após do substantivo é adjetivo.

Não gosto de certas pessoas. (pronome indefinido)

Escolheram o local certo para a cerimônia. (adjetivo)

- o indefinido todo e toda (singular), quando não contam com a companhia de artigo, significam qualquer.

Todo homem é mortal. (Qualquer homem é mortal)

Quando vêm acompanhados de artigo dão idéia de totalidade.

Ela jogou todo o arroz fora.

Qualquer (plural = quaisquer): Vieram lagartos de quaisquer origens.



Fonte(s) de consulta: Brasil Escola

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Aula de Português - Pronomes Relativos

Aula de Língua Portuguesa - Explicação sobre Pronomes Relativos

Pronome relativo: Se trata uma classe de pronomes que podem substituir um termo da oração anterior e estabelece relação entre duas orações.

Nós conhecemos o instrutor. O instrutor venceu.

Nós conhecemos o instrutor que venceu.

Como podemos analisar, o que, nessa frase está substituindo o termo instrutor e está relacionando a segunda oração com a primeira.

Os pronomes relativos são os que vão a seguir:

Variáveis Invariáveis
O qual, a qual Que (quando equivale a o qual e flexões)
Os quais, as quais Quem (quando equivale a o qual e flexões)
Cujo, cuja Onde (quando equivale a no qual e flexões)
Cujos, cujas
Quanto, quanta
Quantos, quantas


Emprego dos pronomes relativos

1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência determinar dessa forma.
Este é o arquiteto a cuja obra me refiro.
Este é o arquiteto de cuja obra gosto.

2. O pronome relativo ''quem'' é empregado referenciando pessoas:

Não conheço o médico de quem você falou.

3. O relativo ''quem'' pode aparecer sem nada antes claro, sendo classificado como pronome relativo indefinido.

Quem faltou foi punido.

4. Quando contar com antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição.

Robson era o homem a quem ela amava.

5. O pronome relativo ''que'' é o com mais possibilidades de uso, chamado de relativo universal, por poder ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural.

Não conheço o moço que saiu.
Gostei muito do blusão que aluguei.
Eis os ingredientes de que necessitamos.

6. O pronome relativo ''que'' pode ter antes de si os demonstrativos o, a, os, as.

Digo o que sinto. (o pronome o equivale a aquilo)

7. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).

Aquele é o computador com que trabalho.
Aquela é a senhora para a qual trabalho.

8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo equivale a do qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída.

Apresentaram evidências em cuja veracidade eu creio.

9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas.

Comprou tudo quanto viu.

10. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de em que, no qual.

Este é o Estado onde habito.

a) onde é empregado com verbos que não dão idéia de movimento. Pode ser usado sem antecedente.

Sempre morei no Estado onde nasci.

b) aonde é empregado com verbos que dão idéia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.

Voltei àquele lugar aonde minha avó me levava quando criança.


Fonte(s) de consulta: Mundo Educação

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Português - Pronomes Demonstrativos

Aula de Língua Portuguesa - Explicação sobre Pronomes Demonstrativos


Pronomes Demonstrativos: este, esse, aquele...

Pronomes demonstrativos são os que situam os seres no tempo e no espaço, em relação às pessoas do discurso. São os seguintes:

01) Este, esta, isto:

São utilizados para o que está próximo da pessoa que fala e para o tempo presente.

Por exemplo:

* Este boné que estou usando é de couro.
* Este semestre está sendo cheio de surpresas.

02) Esse, essa, isso:

São usados para demonstrar o que está próximo da pessoa com quem se fala, para o tempo passado recente e para o futuro.

Ex.

* Esse boné que você está usando é de couro?
* Feliz natal! Que esse natal seja maravilhoso!
* Inauguramos a loja no semana passada. Até essa semana, nada sabíamos sobre comércio.

03) Aquele, aquela, aquilo:

São usados para demonstrar o que está distante da pessoa que fala e da pessoa com quem se fala e para o tempo passado remoto.

Por exemplo:

* Aquele boné que ele está usando é de couro?
* Em 1980, eu tinha 12 anos. Naquela época, Guarulhos era uma cidade pequena.

Outros usos dos demonstrativos:

01) Em uma citação oral ou escrita, usa-se este, esta, isto para o que ainda vai ser dito ou escrito, e esse, essa, isso para o que já foi dito ou escrito.

Por exemplo:

* Esta é a verdade: existe a violência, porque a nação a permitiu.
* Existe a violência, porque a nação a permitiu. A verdade é essa.

02) Usa-se este, esta, isto em referência a um termo imediatamente anterior. Ex.

* O cigarro é prejudicial à saúde, e esta deve ser preservada.
* Quando interpelei Jackson, este assustou-se inexplicavelmente.

03) Para estabelecer-se a distinção entre dois elementos anteriormente citados, usa-se este, esta, isto em relação ao que foi dito por último e aquele, aquela, aquilo, em relação ao que foi nomeado em 1º lugar.

Ex.

* Sabemos que a relação entre o Iraque e os Estados Unidos é de domínio destes sobre aquele.
* Os filmes brasileiros não são tão valorizados quanto as novelas, mas eu prefiro aqueles a estas.

04) O, a, os, as são pronomes demonstrativos, quando equivalem a isto, isso, aquilo ou aquele(s), aquela(s).

Ex.

* Não concordo com o que ele falou. (aquilo que ele falou)
* Tudo o que aconteceu foi um equívoco. (aquilo que aconteceu)


Fonte(s) de consulta: Gramatica On-line

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Português - Pronomes possessivos

Aula de Língua Portuguesa - Explicação sobre os Pronomes Possessivos

Pronome possessivo é a forma de pronome que indica a que pessoa do discurso pertence o elemento ao qual se refere.

Meu leite está estragado.

Tabela dos pronomes possessivos

Número Pessoa Pronomes possessivos
singular primeira meu, minha, meus, minhas

segunda teu, tua, teus, tuas

terceira seu, sua, seus, suas
plural primeira nosso, nossa, nossos, nossas

segunda vosso, vossa, vossos, vossas

terceira seu, sua, seus, suas


Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor.



(eu) Vendi minha casa.
(tu) Releste tua prova?
(nós) Compramos nosso boi.

No caso de um pronome possessivo determina mais de um substantivo, ele deverá concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo.

Vou limpar minhas sandálias e tênis.


O Emprego dos pronomes possessivos

- seu:
a utilização do pronome seu (e flexões) pode criar frases ambíguas, podemos ter dúvidas quanto ao possuidor.

A menina disse ao colega que não concordava com sua aprovação.
(aprovação de quem? Da menina ou do colega dela?)

Para evitar esse tipo de ambigüidade, se usa ''dele'' (dela, deles, delas)

A menina disse ao colega que não concordava com a aprovação dela.
• A reprovação dela (da aluna)

A menina disse ao colega que não concordava com a aprovação dele.
• A reprovação dele (do colega)

- existem casos em que o pronome possessivo não exprime necessariamente idéia de posse. Ele pode ser utilizado para mostrar aproximação, afeto ou respeito.

Aquele galpão deve ter seus cem anos. (aproximação)

Meu
caro amigo, cuide melhor de sua saúde. (afeto)

Sente-se ali minha senhora. (respeito)

- seu: antes de nomes próprios não é possessivo, mas uma alteração fonética de Senhor.

Seu José, o senhor poderia me emprestar seu celular?



Fonte(s) de consulta: Brasil Escola

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Português - Pronomes pessoais e Pronomes de tratamento

Aula de Língua Portuguesa - Explicação sobre Pronomes Pessoais e Pronomes de tratamento

Pronomes pessoais são os pronomes que designam uma das três pessoas do discurso.

Por exemplo: Eu fui ao cinema de carro. (eu = 1ª pessoa do discurso)

Os pronomes pessoais são subdivididos em:

- do caso reto: função de sujeito na oração.
Nós saímos do parque. (nós = sujeito)

- do caso oblíquo: função de complemento na frase.
Desculpem-me. (me = objeto)

Os pronomes oblíquos subdividem-se em:

- oblíquos átonos: jamais precedidos de preposição, são eles: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes.

Basta-me o teu carinho.

- oblíquos tônicos: sempre precedidos de preposição:
Preposição: a, de, em, por etc.
Pronome: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles, elas.

Basta a mim o teu amor.

Pronomes Pessoais:

Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos
Singular primeira Eu Me, mim, comigo

segunda Tu Te, ti, contigo

terceira Ele/ela Se, si, consigo, o, a, lhe
Plural primeira nós Nos, conosco

segunda vós Vos, convosco

terceira eles/elas Se, si, consigo, os, as, lhes

Pronomes de Tratamento

Nos pronomes pessoais incluem-se os pronomes de tratamento.

Pronome de tratamento é o que usamos para referência às pessoas a quem se fala (de maneira cerimoniosa), portanto segunda pessoa, entretanto a concordância gramatical tem de ser feita com a terceira pessoa.

Alguns pronomes de tratamento:

pronome de tratamento abreviatura referência
Vossa Alteza V.A. príncipes, duques
Vossa Eminência V.Emª. cardeais
Vossa Excelência V.Exª. altas autoridades em geral
Vossa Magnificência V.Magª. reitores de universidades
Vossa Reverendíssima V.Revma sacerdotes em geral
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa Senhoria V.Sª. funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores


Emprego dos pronomes pessoais:

- conosco e convosco: são utilizados na forma sintética, menos se vierem seguidos de outros, todos, mesmos.

Queriam falar conosco.
Queriam falar com nós mesmos.

- o, a, os, as, quando têm antes de si verbos que terminam em –r, -s, -z, assumem a forma lo, la, los, las, e os verbos perdem aquelas terminações.

Vou pô-lo a par do assunto. (pôr + o)

- o, a, os, as, quando têm antes de si verbos que terminam em –m, -ão, -õe, assumem a forma no, na, nos, nas.

Fizeram-no calar.

- nós e vós podem ser empregados em lugar de eu e tu em situações de cerimônia ou, no caso de nós, por modéstia.

Nós, disse o papa, seguiremos os mesmos passos de nossos antecessores.

Vós sois sábio.

- vossa e sua: vossa cabe à pessoa com quem se fala; sua cabe à pessoa de quem se fala.

Vossa Excelência queira tomar a palavra. (falando com ou para uma autoridade)
Sua Excelência não compareceu. (falando a respeito uma autoridade)

- você e os demais pronomes de tratamento se comportam gramaticalmente como pronomes da terceira pessoa.

Você chegou atrasado para a ceia!


Fonte(s) de consulta: Brasilescola

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Aula de Biologia - Explicação sobre Energia Cinética

Aula de Física - Aprenda sobre Energia Cinética

Energia cinética

A energia cinética de um ponto material de massa m (ou de um sistema de massa total M cujo centro de massa se comporta como um ponto material), animado com uma velocidade v, em um instante de tempo t, tem por expressão (para velocidades muito aquém à da luz):

Eq_1

Para velocidades da ordem da velocidade da luz c :

Eq_2

a que corresponde a mesma relação entre as unidades básicas de medida e em que m0 designa a massa do corpo em repouso.

Podemos ver que quando o corpo está em repouso, ou seja, quando p = 0, obtemos a famosa equação de Einstein:

E = m0.c2

o que mostra que um corpo em repouso possui energia, designada também pela correspondência entre a massa e a energia.

A energia se exprime em Joules, cujo símbolo é J, existindo uma correspondência com a unidade de electrão-volt, eV para grandes valores de energias ou altas energias.

As unidades envolvidas são:

  • E em J (Joules);
  • m em Kg (Quilogramas);
  • v em m.s-1 (metros por segundo);

Dessa forma, 1 J = 1/2 Kg.m2.s-2.


Fonte(s) de consulta:E-Escola

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Aula de Física: Força gravitacional

Aprenda Física - Força Gravitacional

FORÇA GRAVITACIONAL

O mais simples exemplo de forças, já que faz parte do nosso cotidiano, é a força gravitacional. A queda dos objetos em direção à superfície terrestre é devida á força gravitacional. Outro exemplo prático é o movimento de translação da Terra. A Terra mantém-se numa órbita elíptica em torno do Sol como resultado da força gravitacional exercida pelo Sol sobre ela.

A lei que rege o comportamento da interação gravitacional foi criada por Isaac Newton. A interação gravitacional acontece devido às massas dos objetos. Se dois objetos de massas m1 e m2 estiverem à uma distância ''d'' então surge entre eles uma força de atração (a força gravitacional) tal que o seu módulo é dado pela expressão

,

assim, a força gravitacional é diretamente proporcional às massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância. A constante G é conhecida como constante da gravitação universal e seu valor é o seguinte:


Em linguagem vetorial a lei de Newton da gravitação universal é a que vem a seguir:

Se denotarmos o vetor de posição da partícula de massa m1 por e aquele associado à partícula de massa m2 por então o enunciado da lei de Newton seria:

,

onde ( ) é a força exercida pela partícula 2(1) sobre a partícula 1(2).




Fonte(s) de consulta: CEPA

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Aula de física: Forças Centrípeta e Centrífuga

Aprendendo fisica- Explicação sobre forças Centrípeta e Centrífuga.


De início devemosdefinir que sempre que um corpo descreve uma curva, sua velocidade vetorial varia em direção. Para que isso ocorra, pelo principio fundamental da dinâmica, as forças que atuam sobre o corpo devem criar uma aceleração centrípeta.



Sendo Fr a resultante das forças que atuam sobre o corpo, gerando uma aceleração centrípeta na mesma direção da força.



O carro da montanha russa não cai devido à força centrípeta: a resultante das forças que atuam sobre o corpo, gerando uma aceleração.

Resultante centrípeta num movimento curvilíneo: podemos observar a atuação de duas forças, uma de componente tangencial (responsável pela variação da trajetória) sempre tangente à trajetória e a outra de componente centrípeta (responsável pela variação do módulo da vel.).

Num esquema onde co-atuam força centrípeta e força tangencial, a decomposição da força resultante é dada como mostra abaixo.



Veja que Ft = Fr.cosθ, e que Fc = Fr.senθ

Quando o movimento é uniforme, Ft é igual a zero.

Força em um referencial não-inercial



Um observador dentro do carro, sobre uma aceleração em relação à estrada, quando entra em uma curva sente-se atirado para fora do carro, isso é, para fora da curva. Esta poderia ser considerada a força centrífuga, que o atira para fora da trajetória circular, porém a força centrifuga só vale para o observador em movimento junto ao carro, o que quer dizer um observador não-inercial.

A força centrífuga não é uma reação da força centrípeta.


Fonte(s) de consulta: InfoEscola

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História - As Guerras

Seção: Guerras

Veja a seguir um conjunto de guerras importantíssimas na formação do cenário mundial atual.

Lista de Guerras:

Primeira Guerra Mundial
Segunda Guerra Mundial
Guerra Fria


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Aula de História - A guerra fria

Aula de História - Aprenda sobre a Guerra Fria

Guerra Fria
A Guerra Fria estabeleceu um clima tenso entre as grandes potências do pós-Segunda Guerra.

Aos términos da Segunda Guerra Mundial, os países aliados se reuniram na Conferência de Yalta para discutirem a organização do cenário político e econômico do pós-guerra. Nesse encontro Estados Unidos da América e União Soviética já se destacaram como as maiores potências mundiais. Contudo, as profundas distinções ideológicas, políticas e econômicas dessas nações criaram um clima de visível rivalidade.

Muito preocupada com o avanço da influência do socialismo soviético, os norte-americanos procuraram se aliar politicamente a algumas nações da região balcânica. Ao mesmo tempo em que, os soviéticos criaram um “cordão de isolamento” político que impediria o avanço da ideologia capitalista pelo restante da Europa Oriental. Essa seria apenas as primeiras atitudes que marcariam as tensões ligadas ao desenvolvimento da chamada “Guerra Fria”.

Esse confronto entre socialistas e capitalistas ganhou esse nome porque não existiu nenhum confronto direto envolvendo Estados Unidos e União Soviética. Nessa época, a possibilidade de confronto entre essas duas nações causava temor em diversos membros da comunidade internacional. Já que, após a invenção das armas de destruição em massa, a projeção de uma Terceira Guerra Mundial era naturalmente marcada por expectativas desastrosas.

Em gera, percebemos que os episódios ligados à Guerra Fria estiveram cercados por diferentes demonstrações de poder que visavam indicar a supremacia do mundo capitalista sobre o socialista, ou vice-versa. Um primeiro episódio de tal natureza aconteceu com o lançamento das bombas atômicas em território japonês. Através do uso dessa tecnologia, o mundo capitalista-ocidental visava quebrar a totalmente hegemonia socialista no Oriente.

Providencialmente, logo em seguida, os soviéticos bloquearam a cidade de Berlim em reação contra a tentativa de garantir a hegemonia política capitalista na região. Como resultado desse confronto, o território alemão foi dividido em dois Estados: a República Federal da Alemanha, de orientação capitalista; e a República Democrática Alemã, dominada pelos socialistas. Nessa mesma região seria construído o Muro de Berlim, o maior símbolo da ordem bipolar estabelecida pela Guerra Fria.

Procurando garantir oficialmente o apoio de um amplo conjunto de nações, os Estados Unidos anunciaram formulação do Plano Marshall, que concedia fundos às nações capitalistas, e logo depois, a criação da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte. Por meio dessa última organização militar, os capitalistas definiram claramente quais países apoiariam os EUA em uma possível guerra contra o aumento das forças socialistas.

Sem receio, a URSS também conclamou os países influenciados pela esfera socialista a assinarem o Pacto de Varsóvia, criado em 1955. Tendo pretensões muito semelhantes à OTAN, e essa união congregava União Soviética, Albânia, Bulgária, Romênia, Tchecoslováquia, Hungria, Polônia e a República Democrática Alemã. Um pouco antes, respondendo às bombas de Hiroshima e Nagasaki, os soviéticos ainda promoveram testes nucleares no Deserto do Cazaquistão, mostrando que não estavam pra trás.

Essa seria somente uma pequena amostra da truculenta corrida armamentista que se desenhou entre os capitalistas e socialistas. Como se não bastassem tais ações, a Guerra Fria também esteve profundamente marcada pelo envolvimento de exércitos socialistas e capitalistas em guerras civis, onde a hegemonia política e ideológica desses dois modelos também era pauta.

Apenas nos fins da década de 1980, quando a União Soviética começou a dar os primeiros sinais de seu colapso econômico e político, foi que essa tensão bipolar veio a se enfraquecer. Antes disso, conforme muito bem salientou o historiador Eric Hobsbawm, milhares de trabalhadores, burocratas, engenheiros, fornecedores e intelectuais, tomaram ações diversas em torno da ameaça de uma desastrosa guerra.


Fonte(s) de consulta: Brasil Escola

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domingo, 10 de maio de 2009

Aula de História - Segunda Guerra Mundial

Explicação de história -

Segunda guerra mundial (Causas, o conflito e consequências)

Causas da 2ª Guerra



A 2ª Guerra Mundial é uma espécie de prolongamento da Primeira (1914–18), cuja conclusão deixou na Europa uma série de questões não resolvidas, ou mesmo criou problemas novos: o Tratado de Versalhes, imposto à Alemanha pelos vencedores, foi excessivamente pesado e gerou ressentimentos que exacerbaram o revanchismo dos alemães; numerosas minorias étnicas foram colocadas sob domínio estrangeiro, criando focos de tensão interna e tendendo a se unir à pátria-mãe (especialmente no caso dos alemães); finalmente, a disputa das potências industriais por mercados e matérias-primas não foi solucionada satisfatoriamente, pois Alemanha, Itália e Japão continuaram carentes de insumos para suas indústrias. Seguindo a lógica imperialista da época, esses 3 países iriam se associar em uma aliança agressiva e expansionista, denominada Eixo.


A crescimento de Mussolini ao poder na Itália, em 1922, inaugurara um regime político totalitário, militarista e fortemente nacionalista, denominado fascismo e situado ideologicamente na extrema direita. A Crise de 29, agravando os problemas econômicos e sociais dos países capitalistas, estimulou as camadas populares a apoiar movimentos extremistas, tanto de esquerda (comunismo) como de direita (denominados genericamente fascismos, por serem inspirados no modelo italiano). O apoio da burguesia a estes últimos foi decisivo para que eles assumissem o controle de diversos Estados, dos quais o mais importante foi a Alemanha, onde Hitler tomou posse na chefia do governo em 1933. O expansionismo nazista seria o fator determinante para o estouramento da Segunda Guerra Mundial.


A Segunda Guerra Mundial


A ascensão dos países do Eixo constituía uma ameaça aos interesses das grandes potências da época: Grã-Bretanha, França, URSS e EUA. Mas nenhuma delas opôs uma resistência efetiva. Os governos britânico e francês adotaram a política de apaziguamento, repleta de concessões aos agressores; a URSS, sob a ditadura de Stalin, encontrava-se isolada por parte das potências capitalistas, e os EUA haviam assumido uma postura isolacionista, como se os impasses exteriores ao continente americano não lhes dissessem respeito.


A progressão dos países do Eixo foi implacável:


O Japão tomou a Manchúria (1931), antes pertencente à China, e depois atacou novamente esta última (1937); a Itália conquistou a Etiópia (1936) e a Albânia (1939).Mas foi a expansão da Alemanha que levou diretamente à guerra: ocupação da região desmilitarizada da Renânia (1936), anexação da Áustria (1938) e dos Sudetos (também em 1938), pertencentes à Checoslováquia, invasão da própria Checoslováquia (março de 1939) e, por fim, o ataque à Polônia (setembro de 1939), que deu à Grã-Bretanha e França um pretexto para declarar guerra à Alemanha. Estava iniciada a Segunda Guerra Mundial.


As partes em conflito



A maioria massiva das pessoas acredita que o Eixo era formado apenas pela Alemanha, Itália e Japão. Não obstante, Estados menores lutaram ao lado dessas potências, a saber: Finlândia, Hungria, Romênia, Bulgária, Eslováquia, Croácia (as duas últimas emancipadas respectivamente da Checoslováquia e Iugoslávia) e Tailândia. Além disso, nos países conquistados pelas potências do Eixo, contingentes maiores ou menores das populações locais apoiaram os invasores (foram os chamados colaboracionistas), ao tempo que outros os combatiam (ficando conhecidos como Resistência ou partisans).


Os países que se posicionaram contra o Eixo adotaram o nome de Aliados – que já fora utilizado na Primeira Guerra Mundial e foi repetido na Guerra do Golfo, em 1991. As principais potências envolvidas foram a China (desde 1937), Grã-Bretanha e França (1939), URSS e EUA (1941). Ao todo, fizeram parte dos Aliados (ou Nações Unidas) 51 Estados, inclusive o Brasil. Muitos, porém, proporcionaram apenas apoio material, sem entrar propriamente em combate; tal é o caso de quase toda a América Latina, onde apenas México e Brasil enviaram tropas ao campo de batalha.


A Segunda Guerra Mundial


As principais operações militares



A 2ªGuerra Mundial, devido à sua amplitude e duração, contou com inúmeras campanhas e batalhas importantes. Neste texto, iremos nos reportar apenas àquelas que tiveram influência decisiva na evolução do conflito.


Empregando de forma combinada todos os elementos militares de que dispunham (aviação de assalto, aviação de bombardeio, blindados, artilharia e infantaria), os alemães criaram uma tática de combate denominada Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago), de efeito esmagador. Ela lhes permitiu dominar rapidamente a Polônia e, em 1940, quase toda a Europa Ocidental – inclusive a França, que foi obrigada a se render. Mas a falta de recursos navais impediu Hitler de invadir a Grã-Bretanha e o levou a atacar a URSS. Os alemães avançaram consideravelmente no território soviético, até serem finalmente detidos na Batalha de Stalingrado (nov. 42/fev. 43). O Japão, envolvido contra a China desde 1937, atacou os EUA em dezembro de 1941, bombardeando a base naval de Pearl Harbor, no Havaí. Os japoneses conquistaram todo o Sudeste Asiático e o Pacífico Central, chegando às fronteiras da Índia e próximo da Austrália. Todavia, derrotados pelos norte-americanos na batalha naval de Midway (jun. 42), passaram a lutar defensivamente, de forma obstinada e até mesmo desesperada, tendo em vista que se tornou habitual lutarem até à morte, inclusive através de ataques suicidas.


A Segunda Guerra Mundial


A Itália foi invadida pelos Aliados em 1943. Mussolini, refugiado no norte do país sob a proteção dos alemães, foi capturado por guerrilheiros comunistas italianos e executado em abril de 1945. Hitler suicidou-se três dias mais tarde, quando os soviéticos se encontravam a três quarteirões de seu abrigo subterrâneo, em Berlim. A Alemanha capitulou pouco depois, em 8 de maio. Antes, em junho de 1944, ocorrera o célebre Dia D, quando tropas anglo-americano-canadenses desembarcaram na Normandia – região da França, que estava ocupada pelos alemães.


O Japão se rendeu somente em 15 de agosto de 1945, quando o imperador Hirohito anunciou pessoalmente, pelo rádio, a capitulação do país. Essa decisão foi conseqüência dos devastadores efeitos produzidos pelo bombardeio atômico das cidades de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos respectivamente em 6 e 9 daquele mesmo mês.


O lançamento de bombas atômicas contra o Japão, a fim de forçá-lo a cessar a luta, foi ordenado pelo novo presidente dos EUA, Truman (o presidente Franklin Roosevelt falecera em abril de 1945). Atualmente, os historiadores tendem a considerar que a ação norte-americana foi totalmente desnecessária, já que a capacidade de resistência dos japoneses estava em seu limite. Assim sendo, os bombardeios atômicos (com cerca de 200 mil vítimas fatais, sem considerar as seqüelas da radioatividade) teriam sido, fundamentalmente, um meio de intimidar a URSS – já considerando a futura Guerra Fria.


A Segunda Guerra Mundial


AS Conseqüências da Segunda Guerra Mundial



O mundo que emergiu do terrível conflito era bastante diferente daquele que existia antes dele, em 1939. As potências do Eixo estavam esmagadas, mas também a Grã-Bretanha e a França saíram debilitadas da guerra. Para definir a nova relação de forças internacionais, cunharam-se duas expressões: superpotências e bipolarização – mostrando que o planeta estava dividido em duas zonas de influência econômica, política e ideológica, controladas respectivamente pelos EUA e URSS. Do confronto entre ambos (Guerra Fria) resultaram a Guerra da Coréia (1950–53), a Guerra do Vietnã (1961–75) e a Guerra do Afeganistão (1979–89). Somente em 1985, com o início da Perestroika (reestruturação econômica) e da Glasnost (transparência política), implantadas por Gorbachev na URSS, esse cenário instável começou a se desmanchar.


O socialismo marxista ganhou considerável impulso com o crescimento do poder soviético, após a Segunda Guerra Mundial. Além dos países da Cortina de Ferro (Europa Central e Oriental), passaram a ter governos comunistas Estados do Extremo Oriente (China, Coréia do Norte, Vietnã, Laos, Camboja), do Oriente Médio (Iêmen do Sul), da África (Angola, Moçambique, Etiópia) e até mesmo da América Latina (Cuba, onde Fidel Castro se transformou no mais antigo ditador do mundo – no poder desde 1959).


Por fim, os avanços tecnológicos provocados pela guerra resultaram em muitas aplicações pacíficas, que vão desde a penicilina até o radar ou a propulsão a jato para os aviões.



Fonte(s) de consulta: Curso Objetivo

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